Em 1961, o bispo diocesano, tomou a iniciativa e erigiu canonicamente a Confraria dos Anjos da Guarda como uma associação pública de fiéis. Seguiram-se outras associações, entre elas também as associações de sacerdotes. Nos anos 60 e 70, o movimento se espalhou em diferentes partes do mundo.
Também surgiu um forte desejo entre muitos membros da OA, por uma vida regrada e consagrada segundo as linhas deste movimento espiritual. Tudo isto começou com a restauração da Ordem dos Cónegos Regrantes da Santa Cruz através do decreto pontifício Perantiquus ordo em 1979, enquanto que o ramo feminino das Irmãs da Santa Cruz foi erigido canonicamente mais tarde, em Innsbruck, em 2002.
O processo histórico da inclusão da OA no corpo da Santa Igreja necessitou de um diálogo prolongado entre as autoridades eclesiásticas e os representantes do movimento. Daqui resultaram uma série de intervenções da Igreja para orientar o caminho do movimento, talvez inesperadas para muitos, mas necessárias pois estavam implicadas com a própria natureza da Santa Igreja. É ela quem possui o carisma da verdade – e, portanto, do discernimento – isto é, de provar os espíritos, guardando o bem (cf. 1Ts 5,21) e a exemplo de São Paulo, regulando a sua aplicação na mesma Igreja (cf. 1Cor 14). São Justino afirma que o carisma profético, que anteriormente se verificava em Israel, passou para a Igreja, novo Povo de Deus (cf. Diálogo contra Trifon, cap. 82). E São Paulo, inspirado pelo Espírito Santo incentiva a “procurar o amor. Aspirai aos dons do Espírito, especialmente à profecia (...) a profecia não é para os incrédulos, mas para os crentes” (1Cor 14,1.22).