“Da Encarnação à Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é rodeada da adoração e serviço dos anjos” (Cat. 333), mensageiros no cumprimento da missão de salvação de Deus (cf. 331-332, Comp. 60). Da sua misteriosa e poderosa ajuda até à segunda vinda de Cristo beneficia toda a vida da Santa Igreja (cf. Cat. 334).
A sua proteção e intercessão cercam a vida de cada homem (cf. Cat. 336), que se mostra como uma batalha entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas (cf. GS 13b e 37b). Assim, Deus envia os Seus Anjos para virem em auxílio dos homens (cf. Heb 1,14), de modo especial o Anjo da Guarda (cf. Mt 18,10). O próprio Jesus enviou o Seu Anjo para revelar ao Seu servo João o caminho da Igreja até a sua consumação (cf. Apc 1,1; 21,9-22,16). No fim dos tempos enviará os Seus Anjos “com o toque da grande trombeta” (Mt 24,31, cf. Apc 8,6-9,21 e 11,15-19) para separar os bons dos maus (cf. Mt 24,31, Mc 13,27) e fazer o julgamento diante de todos os Seus Anjos (cf. Mt 25,31).
A Obra dos Santos Anjos nasceu como uma resposta aos sinais dos tempos, para integrar a ajuda dos santos Anjos nas batalhas espirituais que se manifestam no ateísmo e na secularização com a diminuição da fé até à “apostasia silenciosa”, à perda da consciência do pecado, na transgressão “da lei de Deus” (Mt 24,12) em muitas esferas da vida: na verdade, nos últimos tempos, os Papas e os Pastores da Igreja têm-no profeticamente reconhecido e destacado.
A Obra dos Santos Anjos se esforça para uma cooperação estreita entre os Anjos já unidos com Deus e os homens redimidos, mas ainda em busca da plena comunhão com Deus. O seu objetivo é um conhecimento mais profundo de Deus e de um amor maior a Ele. Aspira à glorificação de Deus de um modo mais pleno e à edificação e consolidação do reino de Deus na Terra.
A Obra dos Santos Anjos é concebida como uma comunidade de fiéis unidos aos santos Anjos sob o manto protetor de Maria, Rainha do Universo e Mãe de todos os homens.